Trilha Pehoé – Cuernos: 2º dia do Circuito W

Trilha realizada no dia 05/12/2010

Após um longo primeiro dia de caminhada que incluiu visita ao Salto Grande, travessia de catamarã pelo Lago Pehoé, além  de uma caminhada de 22 km pela trilha Pehoé-Grey, chegou a hora de realizar a segunda etapa do Circuito W.

Muitos realizam o caminho entre os Refúgios Pehoé e Cuernos conjugado com a subida ao Vale Francês, cujo ponto inicial se encontra no meio do caminho desses 2 refúgios. No entanto, preferimos realizar esse trajeto com mais calma e assim, realizamos a caminhada com mochilão nas costas nesse segundo dia até o Refúgio Cuernos e no outro dia fizemos a subida ao Vale Francês.

Parte 1: Acampamento Pehoé ao Italiano

Essa primeira etapa entre o refúgio e acampamento Pehoé até o acampamento Italiano tem uma distância total de 7,6 km, com uma duração estimada de 2 horas.

Cerro Paine Grande

No geral, esse caminho é bastante fácil já que a trilha é bem demarcada e plana em quase toda sua extensão.

Ao longo do caminho é possível observar a todo momento o imponente Cerro Paine Grande de um lado, enquanto do outro lado a principal atração da trilha é a presença do Lago Skottsberg durante boa parte do percurso.

Acampamento Italiano

A chegada ao acampamento Italiano é um bom marco independente do objetivo que se tenha durante o trekking.

Chegar ao acampamento italiano foi como alcançar o primeiro objetivo de tantos outros que alcancei durante o Circuito W em Torres del Paine. Não que o primeiro dia havia sido fácil, mas era a primeira vez que eu realizava um trekking com uma mochila cargueira nas costas e isso é um desafio imenso para qualquer pessoa e não foi diferente no meu caso.

Placa informativa na trilha

Placas indicativas no Acampamento Italiano

Parte 2: Acampamento Italiano ao Cuernos

A parte final do trekking nesse segundo dia possui uma distância de 5,5 km e, apesar desse caminho ter 2 km a menos que a primeira parte, a estimativa de duração desse trajeto é de 2 horas e meia.

Arco-íris no Lago Nordenskjöld

O ponto alto desse trajeto é caminhar admirando o Lago Nordenskjöld que chega a desconcentrar os caminhantes com suas águas verde esmeralda.

Outro fator importante nessa área é a presença de fortes ventos. Apesar de perigosos, esses ventos acabam gerando belos espetáculos da natureza como o que pode ser visto na foto do arco-íris acima, onde a ação do vento é tão forte que chega a levantar uma fumaça de água no Lago Nordenskjöld.

Lago Nordenskjöld

E se você ainda não está acreditando no poder do vento patagônico, saiba que em diversos momentos durante o trekking ocorrem rajadas tão fortes de vento que obrigam as pessoas a segurarem em uma árvore ou até mesmo deitarem no solo para não serem carregadas pelo vento.

No entanto, mesmo seguindo a risca essas dicas, houve um momento que fui pego de surpresa com uma rajada de vento que nem com a ajuda do bastão de trekking consegui me manter em pé e fui praticamente arremessado ao chão pelo vento. Por sorte, o local não era uma área arriscada e consegui cair de uma forma a não me machucar.

Praia de pedras do Lago Nordenskjöld

Após o susto, a trilha segue e quase chegando ao Refúgio Cuernos, o caminho nos leva a passar por uma espécie de praia de pedras que forma um lindo visual para apreciar a paisagem, além é claro de ser um ótimo ponto para descansar e recarregar o squeeze com água pura e gelada do Lago Nordenskjöld.

Trilha Pehoé - Grey: 1º dia do Circuito W

Trilha realizada no dia 04/12/2010

A trilha do lago Pehoé ao acampamento Grey costuma ser a perna final do Circuito W tradicional no Parque Nacional Torres del Paine na Patagônia Chilena. No entanto, após ler algumas dicas que aconselhavam inverter a realização do Circuito W, decidimos começar o trekking por essa trilha.

Placa indicando início da trilha Pehoé-Grey com o Cerro Paine Grande ao fundo

Ao começar o Circuito W dessa forma, a melhor maneira de chegar ao ponto inicial do trekking é atravessar o Lago Pehoé de catamarã até o acampamento Paine Grande.

A trilha entre os 2 refúgios tem um percurso total de 11 km e é estimado um tempo de 3,5 horas para percorrer cada trecho. Como em quase todas as trilhas do Parque Nacional Torres del Paine, essa trilha possui um caminho muito bem demarcado apesar da ausência de placas informativas ao longo da trilha.

Vista da montanha Punta Bariloche do Cerro Paine Grande durante a trilha Pehoé-GreyRiacho na trilha Pehoé-Grey

Para aqueles que não possuem um GPS para ajudar na sua localização ao longo da trilha, a melhor forma que vejo para identificar sua posição e, dessa forma, controlar melhor o seu tempo de caminhada, é dividir a trilha em 3 partes.

Parte 1: Refúgio Paine Grande a Laguna de los Patos

A caminhada do Refúgio Paine Grande até a Laguna de los Patos corresponde a mais ou menos 25% do total da trilha entre os Refúgios Paine Grande e Grey.

Ao longo desse primeiro trajeto da trilha, a paisagem se compõe basicamente de vários montes cobertos por uma vegetação rasteira, além da presença de algumas flores típicas da região.

Trilha entre o acampamento Paine Grande e Grey

Ao se aproximar da Laguna de los Patos, logo se nota o aumento da força dos ventos já que a área é mais descampada. Inclusive, é possível notar na foto abaixo da lagoa como as árvores se desenvolvem apenas para um dos lados devido a incrível força dos ventos patagônicos.

Laguna de los Patos

Essa lagoa é um bom marco pois será a primeira e única lagoa ao longo de toda a trilha. Além disso, por não possuir origem de degelo, as águas da Laguna de los Patos possuem uma coloração mais próxima das águas que todos estão acostumados a ver na maioria das lagoas.

Parte 2: Laguna de los Patos ao Mirante

Assim como na primeira parte, a caminhada da Laguna de los Patos até o 1º Mirante do Glaciar Grey corresponde a aproximadamente 25% do caminho total a ser percorrido. Logo, esse mirante é um ótimo marco já que se encontra no meio do caminho entre os Refúgios Paine Grande e Grey.

Apesar da paisagem não modificar radicalmente após passar pela Laguna de los Patos, uma grande diferença nesse trajeto será a presença constante do Lago Grey.

Lago Grey

O Lago Grey é mais um dos lagos do Parque Nacional Torres del Paine que possui águas provenientes do degelo de um Glaciar. Além disso, também é possível avistar ao longo do lago diversos icebergs que se desprendem do Glaciar Grey.

Como possui minerais que se decompõem no degelo do Glaciar Grey, a água do Lago Grey é conhecida como “leche glaciar” (leite das geleiras) e a coloração de suas água é bem menos impactante que a encontrada em outros lagos do Parque Nacional Torres del Paine (como se encontra no Lago Pehoé, por exemplo).

Mirante do Glaciar Grey

Ponto final dessa parte, o mirante é um local desde onde se avista a ponta do Glaciar Grey com suas 3 “pernas” que se formam devido a presença de 2 ilhotas no meio do lago.

Parte 3: Mirante ao Refúgio Grey

Como dito anteriormente, o Mirante se encontra na metade do caminho, portanto saiba que ao chegar no mirante ainda restará pelo menos mais uns 5 a 6 km de trilha que levarão entre 1,5 a 2 horas dependendo do ritmo de cada pessoa.

Nessa segunda metade, a trilha continua margeando o Lago Grey e a cada passo será possível ver o Glaciar Grey se engrandecendo na paisagem.

Glaciar Grey

Quando finalmente chegar ao local onde está o refúgio e o acampamento Grey, deve-se continuar caminhando por mais algum tempo até o local onde se encontra um mirante onde é possível ver de um lado o Glaciar Grey (foto acima) e do outro lado ter a vista da cadeia de montanhas conhecida como Cordón Olguín (foto abaixo).

Cordón Olguín

Apesar desse mirante ser considerado ponto final dessa perna do Circuito W, muitas pessoas estendem a caminhada por mais uns 4 km até o acampamento Los Guardas para ter uma visão ainda mais próxima do Glaciar Grey.

Lago Pehoé – Torres del Paine

Passeio realizado no dia 04/12/2010

Alimentado pelas águas que caem do Salto Grande, o Lago Pehoé se localiza no centro do Parque Nacional Torres del Paine e se situa entre os lagos Sarmiento, Nordenskjöld, Grey e Toro. A origem do nome Pehoé vem do idioma indígena tehuelche que significa escondido.

Apesar de não emoldurar a paisagem dos amantes do trekking durante a maior parte do tempo como acontece com os lagos Grey e Nordenskjöld, o lago Pehoé é passagem quase obrigatória para quem realiza o circuito W, além de ser a forma mais fácil e agradável de chegar e sair do setor Paine Grande.

Vista do Lago Pehoé e da Guarderia Pudeto desde a trilha que leva ao Salto Grande

O principal motivo desse lago ser tão conhecido e famoso por grande parte das pessoas que visitam Torres del Paine é o fato de que a Guarderia Pudeto, localizada às margens do lago Pehoé, é um dos pontos de desembarque de passageiros que chegam a Torres del Paine de ônibus desde a cidade de Puerto Natales.

Além disso, como a Guarderia Pudeto se encontra às margens desse lago, é nesse local que se localiza também o embarque e desembarque no catamarã que realiza a travessia pelo lago Pehoé em direção ao setor Paine Grande.

Lago Pehoé e o catamarã que realiza a travessia

Apesar de ser utilizada como um meio de transporte, a travessia de catamarã pelo lago Pehoé nos brinda com paisagens tão lindas que é impossível não classificar essa locomoção como mais uma das várias atrações turísticas de Torres del Paine.

Além da sensação incrível de navegar por um lago com águas de uma coloração verde hipnotizante, a travessia pelo lago Pehoé ainda nos oferece belas vistas do Parque Nacional como a da foto abaixo da cadeia montanhosa Cuernos del Paine.

Vista dos Cuernos del Paine durante a travessia do Lago Pehoé

A travessia de catamarã pelo Lago Pehoé leva uns 30 minutos e é realizada todos os dias pela empresa Hielos Patagónicos durante a alta estação. Para maiores informações, acesse o site oficial do Parque Nacional Torres del Paine.

Vista do Lago Pehoé desde o Campamento Paine Grande

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